7 de dez de 2011

Não é a mamãe!

Eis que a Clarinha agora, deu pra estranhar muito as pessoas. Sempre achei a Clarinha, uma neném muito sociável, nunca chorava, ia de colo em colo, mas isso durou até os 8 meses. Depois vieram os tais "estranhamentos".

Ela meio que selecionou o círculo de convivência dela e não tem quem faça, ela ser uma neném que vá no colo de todos sem reclamar. Confesso que ela é bem diferente do Cauê. Ele não tava nem aí e tentei criar os dois da mesma forma, mas agora vejo que não importa que eu tenha feito da mesma forma, eles tem personalidades distintas.

Agora a Clara tá na fase de querer apenas a mim. Se vai no colo das pessoas, chora e pede o colo de volta. Passo vergonha. Parece que eu a acostumei assim, mas isso é dela. Não há o que fazer para que ela mude esse comportamento nesse momento. E o mais engraçado é que eu trabalho fora desde que ela tinha 4 meses e 1/2. Ela fica na escolinha, tem contato com as tias e outras crianças, mas mesmo com tudo isso, ainda só quer a mim.

Quando saio com ela, ela é sociável, chama a atenção das pessoas, mas depois se esconde em mim. O problema é ir no colo de alguém. Enquanto está no meu colo, está tudo ÓTEMO!
Semanas atrás, a levei ao pediatra. Precisava ver o escândalo que essa menina fez para ser examinada. E isso porque ela nunca deu trabalho. Eu via e ouvia outros bebês abrindo o berreiro assim que entravam no conultório e pensava: " Ainda bem que a Clara é calma". Mordi a lingua. Agora ela abre o berreiro e não há o que fazer para distraí-la. Só para quando sai da sala do médico.

Fase? Saudade da mamãe? Quer chamar a atenção?

Quem vai saber. É claro que para mim que trabalho fora, saber que eu ainda sou a preferência dela, me deixa cheia de orgulho e alegria.

Veja a matéria abaixo, que foi publicada na Crescer:

Ih, estranhou! O bebê não quer ir no colo de ninguém

Fofo, risonho e simpático, o nenê é muito social até por volta dos 8 meses, quando começa a ter uma atitude desconcertante: recusar o colo que não seja da mamãe, do papai ou da babá. A rejeição pode incluir até parentes próximos, como avós e tios. Embora todos admitam que essa é uma reação normal dos pequenininhos, poucos sabem que se trata de um sinal da chamada ansiedade da separação, a qual, apesar do nome, é uma demonstração saudável de amadurecimento. Segundo a psicanalista Cristina Seguim, a recusa de contato é o auge de um processo de auto-reconhecimento e apego que começa no nascimento do bebê. Acontece que, nos primeiros meses, o nenê ainda se confunde com a mãe. Como não tem consciência de si mesmo, também não discrimina as pessoas; vai com todo mundo. Mas, à medida que amadurece, começa a perceber que é um outro indivíduo, separado da mãe. Ao mesmo tempo, seus vínculos afetivos já estão sólidos. Agora que identifica aqueles a quem está mais ligado, o bebê fica receoso ao se afastar deles.

Estilo próprio

"Essa é uma etapa normal e passageira", afirma Vera Valverde, neonatologista da Maternidade Santa Joana, em São Paulo. E que acontece de forma diferente entre os bebês, dizem as especialistas. Os mais expressivos podem chorar alto; os mais discretos só demonstram uma certa tensão. Esse jeito próprio não depende muito do estilo de criação, mas é claro que a tranqüilidade dos pais facilita a situação. Até porque a ansiedade vai diminuindo e a separação vai se consolidando naturalmente enquanto o filho cresce e adquire novas habilidades, como andar e falar. "Embora seja uma reação de desconforto, a ansiedade deve ser saudada como sinal de que o bebê está amadurecendo também afetivamente", observa Cristina. Antes disso, ele demonstra capacidade de reconhecimento num aspecto mais básico: por volta dos 4 meses, começa a protestar contra as mudanças na rotina de cuidados. Por isso, as mães ou as babás explicam que ele gosta do banho assim, ou qual é o truque para fazê-lo dormir. "Se alguém fizer diferente, ele se ressente e chora. A voz da mãe, porém, é suficiente para acalmá-lo, o que é outro sinal de reconhecimento", explica Cristina. "Mas aí a reclamação ainda é só por cuidados; na ansiedade da separação, já é pela presença dos pais", completa.

Rotina tranqüila
Embora faça parte do processo natural de amadurecimento, o momento em que o nenê está recusando contato fora do âmbito doméstico não é o mais indicado para fazer mudanças radicais na sua rotina e no seu círculo de relações. "Se for possível evitar, esse não é um bom período para o bebê entrar na creche ou mudar de babá", observa a psicanalista Cristina Seguim. A adaptação é mais fácil quando o estranhamento já foi superado e a criança é capaz de estabelecer novos contatos.

E seu bebê, também anda estranhando? Conte-nos sua experiência!

Beijos e até a próxima!

Um comentário:

Carol Liôa disse...

pois amiga a Clarice ficou extamante igual quando fez 8 meses! ela sempre foi super sociavel, agora deu p estranhar as pessoas e tb se esconde em mim! Faz gracinha, mas na hr d falarem com ela, se esconde! mas engraçado é q ela ñ aceita homem d jeito nenhum, só o papai dela, homem ela estranha muito mais q mulher! será q passa? bjs