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29 de ago. de 2011

Leite Materno x Alimentação da Mamãe



Este post dedico à minha cunhada, a Pathy, mãe do Dudu, o pequeno príncipe de 23 dias, que nasceu para alegrar ainda mais as nossas vidas. Ela me perguntou esses dias sobre o que comer para não dar cólicas ao bebê e baseado nas minhas experiências e principalmente após o nascimento da Clara, vou tentar ajudar a esclarecer algumas dúvidas.

A primeira pergunta que nos fazemos depois do nascimento dos nossos bebês é se vamos ter leite suficiente para nutrí-los adequadamente. Depois de 12 anos, a minha segunda gravidez, foi como se fosse a primeira, pois não me lembrava de muita coisa que havia passado com o meu filho mais velho. Apenas uma coisa não tinha como esquecer: Eu fui uma "vaquinha leiteira"kkkk. Tive muito leite na gravidez do Cauê e esperava o mesmo com a gravidez da Clara. Quando a enfermeira trouxe a Clara para a 1ª amamentação e eu não via nada de leite nos meus "peitões", já entrei em pânico e eis que veio uma enfermeira muito bondosa e disse que era normal, que o leite demoraria um pouco para descer (+/- 3 dias) e que o que o bebê estava mamando era suficiente e importante para ele naquele momento. O que ela estava falando era do colostro, aquele primeiro líquido que sai, que para nós parece que nunca vai sustentar nossos bebês e na verdade é um verdadeiro escudo para as defesas do organismo deles.

Comigo, no segundo dia no hospital, o leite começou a descer discretamente, mas quando tive alta e cheguei em casa, "o bicho pegou" literalmente, era leite jorrando pra tudo quanto é lado rsrs. A Clara se esbaldava, mamava muito e às vezes até engasgva e eu morria de medo, né? Eu tinha tanto leite, que antes de dar de mamar, eu tinha que tirar um pouco com medo dela "sufocar". Aos poucos fomos nos acostumando e tudo fluiu muito bem. Eu tinha muita fome, sede, fome, sede, mais fome, mais sede e comia pra valer. Até que recebi visitas de pessoas que me falavam: " Você não pode comer isso, não pode comer aquilo, não pode beber isso, nem aquilo..", pensei: minha nossa, se tudo isso fizer realmente mal a Clarinha, vou ter que começar a fazer um regime urgente e cortar tudo isso que estão falando. Mas será que tudo o que comemos faz mal mesmo ao bebê?

Em uma consulta com o pediatra, ele me fez a seguinte pergunta: Pela evolução da Clara, ela está muito bem, obrigado e você como está se alimentando?

Foi aí que disse ao pediatra que algumas pessoas haviam me dito que não poderia comer uma série de alimentos e ele pediu para que eu listasse, o que havia cortado da minha alimentaão e eis que após dizer tudo desde o oi, levei uma baita bronca! :(

Os alimentos listados ao pediatra foram:

- Feijão
- Repolho
- Couve
- Suinos e embutidos
- Refrigerante
- Café
- Chá Preto

Para esclarecer de uma vez por todas, o pediatra me disse que não há que se fazer regime e nem cortar alimentos do cardápio, pois nós que estamos na fase da amamentação, precisamos de todos os nutrientes necessários para produzir mais leite e pediu para eu voltar a minha alimentação normal e que isso era tudo mito, mas que eu deveria sim não consumir algumas coisas:

- Tudo o que contivesse cafeína (café, coca-cola, pepsi)
- Chá Preto
- Chocolate
- Anestesias que contivessem xilocaína e tudo que terminasse em ína
- Temperos mais fortes (Curry, Pimentas em geral)
- Bebidas Alcóolicas

E assim o fiz. Voltei com a alimentação normal e a Clara não teve cólica. Teve crises sim, quando eu esquecia e tomava algo da lista dos proibidos, mesmo que em uma quantidade mínima e foi assim até as últimas semanas. A Clara ainda mama no peito e aos poucos estou reintroduzindo um item da lista dos proibidos e por enquanto tem dado certo. Apesar de que eu já me acostumei sem os refrigerantes, chocolates, chá preto e pimenta (aliás, pimenta, EU PASSO!).

Veja ainda alguns detalhes adicionais sobre a amamentação:

Não existe mulher com o leite ruim ou leite fraco. Toda mãe produz o leite ideal para o seu filho. Portanto, nada de colocar mil caraminholas na cabeça achando que o seu bebê não está sendo bem alimentado.

É claro que mesmo assim toda mãe acaba se preocupando com o que come durante o período de aleitamento. As perguntas não param. Será que posso comer isso? Será que aquilo pode ser forte demais para o bebê?

A Dra. Sílvia Maria Baliero Nigro garante que não há razão para se preocupar. "A princípio não há alimentos proibidos para a nutriz. Em situações de suspeita de alergia alimentar no bebê, em aleitamento materno exclusivo, cujo diagnóstico é bem difícil, pode-se pensar numa dieta hipoalergênica para a mamãe".

O correto é manter uma alimentação sadia, com bastante leite, água e sucos, para estimular a produção de leite. Alguns bebês podem ser sensíveis a um determinado tipo de alimento que a mãe consome, então, se ingerir temperos fortes, por exemplo, fique de olho na reação do bebê. Ele pode ficar agitado ou apresentar alguma alergia. O ideal é optar por alimentos mais saudáveis.

É bom lembrar que durante a amamentação não há razão para iniciar uma dieta. Ela pode comprometer a produção e a quantidade de leite e, conseqüentemente, prejudicar a nutrição do bebê.

Para produzir uma boa quantidade de leite, a mãe necessita de uma alimentação balanceada, com aproximadamente 2500 calorias por dia, e muitos copos de água ou qualquer outro líquido, além de relaxar bastante. Ela pode aproveitar para descansar durante os períodos de sono do bebê, deixando afazeres e compromissos para outras pessoas. Nessa fase, todos têm que ajudar.

As mães vegetarianas devem redobrar os cuidados com a alimentação e se certificar de estar ingerindo vitaminas e minerais suficientes para alimentar ela e o bebê. Uma consulta com um nutricionista pode ser a melhor opção para elaborar um cardápio adequado, com refeições e lanches saudáveis.

E é claro que remédios, bebidas e fumo não combinam com amamentação. A mãe que amamenta deve lembrar sempre que essas substâncias perigosas podem ser transferidas para o leite materno. É por isso que a amamentação é contra-indicada para mães que sejam dependentes químicas.

Fonte:Paula R. F. Dabus - Guia do bebê

Realmente a gravidez da Clara, me fez enxergar a vida com outros olhos. Desde que descobri que estava grávida pela 2ª vez, curti cada etapa, achei e ainda acho o máximo e inexplicável como uma sementinha menor que um grão de arroz, se transforma nesses seres tão fofuchos, que nos dão alegria e força para viver, mas o que mais me impressiona é como tudo é tão perfeito em nosso corpo, que nos proporciona a oportunidade de alimentar o nosso bebê. Doideira isso, não? Feliz das mamães que como eu, puderam amamentar seus bebezinhos e sentiram esse sentimento tão mágico e unipotente de alimentar seus bebês. Sei também que existem mamães que por algum motivo, não conseguiram amamentar, mas acredito que não importa qual a fonte do leite, a satisfação de ver nossos bebês crescendo e bem nutridos, não tem preço!

Termino o post com algumas fotos desse momento tão gostoso e aproveitado 100% pela Clarinha.


25 de ago. de 2011

Vivendo e Aprendendo... Mais uma para meu Currículo de mamãe.. APLV



Você sabe o que é APLV?

APLV nada mais é do que Alergia a Proteína do Leite de Vaca. Quinta-feira passada, fui surpreendida por essa notícia pelo pediatra da Clara, devido a essa tosse que não pára há mais de um mês. Ora, ela está com rinite, ora com laringite, o nariz não pára de escorrer, vive a base de corticóides, inalação com soro fisiológico, rinosoro, panela com água, toalha molhada, peito chiando e nada!!!!
O pediatra acredita que ela possa estar com alergia do leite de vaca (proteína do leite) e pediu para que eu suspendesse a fórmula tradicional e iniciasse uma fórmula com Soja.

A Clara não é muito chegada a leite (exceto o materno) e desde que foi para o berçário, ela toma entre 100 a 140ml por mamada e isso ainda em no mínimo 20 min! No início achava que poderia ser resistência porque ela ainda mama no peito 2 x ao dia durante a semana e finais de semana e feriados, mas agora analisando os sintomas, pode ser que ela realmente tenha a alergia ao leite de vaca e como pode causar dor e desconforto, ela simplesmete rejeita. Inciamos a fórmula com soja na última sexta-feira, mas por enquanto a aceitação ao leite está a mesma do leite de vaca (continua mamando pouco) e não sei mais o que fazer.

Após pesquisar em casa como uma louca, buscando informações, sintomas, tratamentos, me deparei com o seguinte site:

O site contém muitas informações utilíssimas e vi que o problema tem solução. É um pouco traumático, pois se realmente ficar confirmado a alergia, a Clara não poderá consumir nada que contenha a proteína do leite ou traços de leite por pelo menos até 2 anos.

Abaixo mais detalhes sobre a alergia:

A alergia ao leite de vaca (APLV) é uma reação alérgica às proteínas presentes no leite de vaca ou em seus derivados. Isso ocorre, porque assim que os bebês nascem, seu intestino ainda está imaturo e a ingestão dessas proteínas pode iniciar um processo de inflamação no aparelho digestivo.
A alergia ao leite de vaca atinge cerca de 5% dos bebês e crianças com emnos de 3 anos, já os adultos, raramente têm a doença.
Os sintomas mais comuns são: diarréia, prisão de ventre, irritabilidade, refluxo, vômitos, vermelhidão na pele, perda de peso, chiado, entre outros. (Dentre os sintomas mencionados, percebo na Clara o refluxo, vermelhidão na área dos olhos e boca, chiado).

O diagnóstico da alergia ao leite de vaca é feito por meio da observação dos sintomas. Alguns exames podem ajudar, porém a única maneira de saber se a criança tem ou não alergia ao leite de vaca é fazer uma dieta de exclusão do leite de vaca e seus derivados por um período mínimo de 4 semanas.

Atenção!
Somente o médico está capacitado para diagnosticar a alergia ao leite de vaca. Juntamente com ele, o nutricionista poderá prescrever a dieta correta para que o bebê não tenha problemas de desenvolvimento e crescimento por falta de nutrientes.

Fonte: Alergia ao leite de vaca

O que me espantou é que esse tipo de alergia é mais comum do que podemos imaginar. Uma em cada vinte crianças, possuem alergia ao leite de vaca e os sintomas são bem complicados de serem diagnosticados, pois esses sintomas podem estar associados a alergia a outros tipos de alimentos, principalmente se os bebês já iniciaram a alimentação de sólidos. Ela não come nada industrializado, as papinhas são feitas diariamente na escolinha e em casa também procuro fazer no dia, então é praticamente uma incógnita.

As ações tomadas pelo pediatra:

- Introdução do Leite de Soja (Soymilke) no lugar do leite de vaca em pó (Bebelac);
- Vai tomar uma vacina contra alergia em gotas (manipulada) de uso contínuo;
- Observar a reação do organismo na adaptação ao leite de soja (ver se ela possui os mesmos sintomas vistos no leite de vaca)
- Tomar corticóide para aliviar a tosse dela pot 7 dias
- Inalação com soro fisiológico 4 x ao dia

Tô pensando em marcar uma nutricionista para ver a alimentação dela e também um gastro pediatra para descartar a hipótese de que o refluxo esteja causando tudo isso (pode ser também).

Espero que isso passe logo... Tadinha da minha bichinha... :(

Até a próxima!

17 de ago. de 2011

A importância do Pediatra na vida do bebê




O que seria de nós mães, se não fossem os pediatras? Eles são nossa "referência bibliográfica" para todas as nossas dúvidas, anseios, medos e inseguranças. É ele quem vai nos dar um panorama da saúde do nosso bebê, onde, peso, altura, medida da cabeça, moleira, pulmão, coração e outros órgãos são cuidadosamente examinados para nossa tranquilidade.

Na minha infância tive uma excelente pediatra que acompanhou tanto a mim, quanto ao meu irmão e pasmem.... ela também acompanhou o desenvolvimento do Cauê, demais, né?! Infelizmente perdemos o contato com ela e nem sei se ela ainda continua atendendo, mas quando engravidei, minha preocupação maior era encontrar um pediatra que pudesse atender a todas as minhas expectativas e não só com relação ao bebê, mas também facilidade de acesso, horários, etc.

Peregrinei muito e um dia minha cunhada comentou de uma amiga que passava a bebê dela com um pediatra X e que ele era muito bom, etc. Guardei no nome dele na manga, pois caso não encontrasse algum, já teria um nome.

Quando a Clara nasceu, fiquei na incógnita de escolher rápido o pediatra, pois teria que passá-la em uma 1ª consulta, foi aí que me veio o pediatra que a minha cunhada falou, Dr. Roberto Yozo e assim, fui na consulta.

O Dr. Roberto é um médico maravilhoso, muito atencioso e soube tirar todas as minhas dúvidas. Gostei dele de 1ª e hoje ele cuida tanto da Clara quanto do Cauê e tem horários flexíveis de atendimento (manhã e tarde), atende de 2ª a 6ª e não precisa marcar consulta. Ele é um médico bem concorrido, então sempre estou sujeita a ordem de chegada, mas vale a pena.

Mas afinal como deveremos escolher o pediatra para nossos bebês?

O caminho mais seguido pela maioria das mães é pegar indicações com amigos e familiares. É importante selecionar alguns nomes e, em seguida, verificar se o profissional é habilitado pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

Agende uma entrevista com diferentes profissionais para conhecê-los e aproveite para tirar todas as suas dúvidas. Veja como é o estilo de trabalho do pediatra e tente também conversar com outros clientes.

Na conversa também será importante observar seu comportamento, se ele tem paciência de fato com as crianças e se trata bem seus clientes. A aparência do pediatra e de seu local de trabalho são itens que também devem pesar na escolha, afinal, o consultório deve ser um lugar limpo, agradável e arejado.

Os horários de trabalho também devem ser analisados. Muitos profissionais atendem a emergências e, para isto, fornecem os telefones celulares ou de suas residências. Algumas clínicas contam com celulares próprios e também realizam atendimento aos sábados e domingos para que os pais corram diretamente para os consultórios.

Depois de escolhido o médico, os pais devem acompanhar os filhos em todas as consultas. Durante o primeiro ano de vida, as visitas ao pediatra deverão ser mensais, para que o profissional avalie o crescimento e desenvolvimento da criança. Após o primeiro ano, bimestrais e depois a cada seis meses. Quando o filho já for adolescente, ele não precisa necessariamente de acompanhamento, mas o pediatra deve ter assistentes que auxiliem no atendimento. Também é importante conversar sempre antes e depois das consultas.

Dia 27/07, comemorou-se o dia do Pediatra. Aproveito e parabenizo a todos esses "anjos" que estão a disposição para cuidar dos nossos tesourinhos.

Notícia nada bacana

Socorro!!! Os Pediatras estão em falta em todo o Brasil!!!

A busca desesperada por um médico especialista em crianças, o pediatra, virou situação comum em todo o país. Porque, no Brasil, hoje, faltam pediatras. Em 1996, 13,6% dos médicos eram pediatras. Hoje, 9,8%.

A explicação para faltar mais pediatras do que outros médicos começa nas faculdades: os alunos de medicina estão desistindo da pediatria e sabe por que? Porque a pediatria passou a não ser mais uma especialidade que dá dinheiro. Hoje em uma sala de medicina, no último ano, há salas em que apenas um aluno, vai fazer especialização em pediatria.

Ouvir que os médicos hoje, pelo menos em sua maioria, deixaram de lado a vocação, o amor pela medicina e colocam em primeiro lugar o lucro, o ganho de dinheiro alto e rápido, chega ser absurdo, né?

Nos resta, torcer para que esse quadro se reverta para que não fiquemos desamparados de pediatra pelo nosso Brasil!


10 de ago. de 2011

Ah não, Rinite!



Sempre brincamos em casa, que na nossa família os bebês quando nascem, eles não choram, eles espirram, porque quase todos nós temos algum tipo de alergia e não é que com a Clara não foi diferente?
Ela vem já de um bom tempo sempre com as vias respiratórias superiores inflamadas (ora é laringite, ora faringite). É um barulho tão forte que ela faz quando respira, que eu na minha preocupação excessiva de mãe, por achar que ela pode estar com o peito chiando, corro para o pediatra e a resposta sempre foi a mesma: muita inalação com soro fisiológico, lavar o nariz com rinosoro, balde com água no quarto, toalhas molhadas penduradas na porta do quarto, etc. Uma verdadeira rotina para esse tempo tão seco quanto o nosso que deixa nossos bebezinhos assim tão indefesos.

A Clara vem com uma tosse há mais de 20 dias e isso vinha tirando o sono de todo mundo em casa, inclusive o dela e nada passava. O pediatra em nossa última consulta, passou um elixir chamado DECADRON e disse que ela estava com laringite e rinite... Pensei, Ah não rinite também?
Ela começou a tomar o remédio e a tosse nada de cessar, amenizou, mas parar não parou e aí resolvi de uma vez por todas marcar o Alergologista.

Passei ela hoje em consulta com o Dr. Cármino Caliano, um excelente alergologista o qual tratou do Cauê também. Ele ouviu meu relato, sintomas que ela estava apresentando e após fazer o exame clínico na Clarinha, apontou-se o que o pediatra havia sinalizado: RINITE. Fora a danada da rinite, ela tem uma alergia na pele com certos produtos, então a partir de agora, só poderá usar produtos hipoalergênicos.

Tadinha da minha bichinha!!! :(



ALERGIA RESPIRATÓRIA (RINITE)

O que é?

Uma alergia é uma situação na qual o organismo apresenta uma resposta imunológica (de defesa) diferente da resposta protetora esperada, causando alterações indesejáveis. O termo “alergia” vem do grego “allos”, que significa alterações do estado original. Então, a alergia é uma reação específica do sistema de defesa do organismo à substâncias normalmente inofensivas. Pessoas que tem alergias frequentemente são sensíveis a mais de uma substância.
Os tipos de alergenos - substâncias que causam reações alérgicas - incluem:
pólens,
partículas de pó,
esporos de fungos,
alimentos,
látex,
veneno de insetos e
medicamentos.

Quando a alergia afeta o sistema respiratório, chamamos de alergia respiratória.

Como se desenvolve?

Pensamos, atualmente, que as doenças alérgicas, de uma maneira geral, tem origem multifatorial e complexa. Acredita-se que, para sua ocorrência, tem que haver uma combinação entre uma predisposição genética da pessoa e uma situação no ambiente facilitadora para que a doença se exteriorize.

Dentre os fatores que favorecem o aparecimento da rinite alérgica em crianças, por exemplo, podemos citar o tabagismo passivo no primeiro ano de vida, história de alergias em parentes em primeiro grau, a exposição a alérgenos animais (pêlos de gato, cachorro e etc) e pouco tempo de aleitamento materno dentre outros.

Normalmente, o sistema imune funciona como defesa do organismo contra agentes invasores, como as bactérias e vírus. Entretanto, na maioria das reações alérgicas, o sistema imune (de defesa) está respondendo a um falso alarme. A pessoa primeiro entra em contato com um alergeno e o sistema imune trata este como um invasor e mobiliza-se para atacá-lo.

O sistema imune gera grandes quantidades de um anticorpo chamado imunoglobulina E (IgE). Cada anticorpo IgE é específico para um tipo particular de alergeno.

No caso da alergia a pólen, um tipo de anticorpo pode ser produzido para reagir contra um tipo de pólen, enquanto outro pode ser produzido para combater outro tipo de pólen.

Quando um alergeno (pólen, pó ou outro) entra em contato com seu anticorpo IgE específico, vários elementos químicos são liberados no sangue e passam a agir em várias partes do corpo, assim como no sistema respiratório, causando os sintomas da alergia.

No sistema respiratório, a alergia poderá manifestar-se como uma doença alérgica no nariz (rinite alérgica) ou nos pulmões e vias aéreas (asma ou hiper-reatividade brônquica).

Há também a polinose (febre do feno), que é uma doença que ocorre sempre na mesma época do ano – a primavera, quando ocorre a polinização. Os grãos de pólens de plantas se depositam nos olhos e nariz, levando a uma reação alérgica. Dentre as plantas que podem causar alergia estão: azevém, ciprestes, eucaliptos, plátanos, acácia e outros.

O que se sente?
espirros
coriza (nariz com corrimento)
obstrução nasal
tosse
gota pós-nasal ("catarro escorrendo atrás da garganta")
olhos, nariz e garganta um pouco avermelhados
chiado no peito

Como se faz o diagnóstico?

Quando o médico conversa com seu paciente, ele tem a possibilidade de colher dados que indicam a presença da doença. O exame físico auxiliará neste sentido.

Além disso, o médico poderá realizar testes de pele e de sangue como exames complementares. No teste de pele, o médico poderá definir se o paciente tem na sua pele anticorpos do tipo IgE que reagem a determinado alergeno. Utilizará extratos diluídos de alergenos como o pó dos ácaros, pólens ou mofos para realizar o teste, que pode ser feito através de inserção do alergeno debaixo da pele ou pela aplicação deste sob um diminuto arranhão feito no braço. Este teste de pele é fácil de fazer, além de ser barato.

Entretanto, não deverá ser feito em pessoas com eczema (tipo de doença alérgica disseminada na pele). Nestes casos, poderá ser feito um outro teste diagnóstico chamado RAST, que utiliza uma amostra de sangue para determinar os níveis do anticorpo IgE circulante no sangue contra um alergeno particular.

Sob orientação médica, alguns antialérgicos e antidepressivos devem ser suspensos antes dos testes diagnósticos serem realizados, para que os resultados não sejam afetados. De acordo com a medicação em uso, a suspensão poderá ser necessária com até 3 meses de antecedência.

Em relação a interpretação dos resultados dos testes, devemos lembrar que em crianças e idosos pode haver subestimação de tais resultados devido à reatividade diminuída neste grupo.

Como se trata? Como se previne?
O médico poderá recomendar o uso de anti-alérgicos para combater ou prevenir os sintomas da alergia respiratória. Dentre estes, destacamos os corticóides e anti-histamínicos. Podem ser de uso sistêmico (que atuam no corpo todo, como injeções, comprimidos e xaropes) ou de ação localizada (cremes, pomadas, colírios, sprays ou inalatórios).
A melhor opção de tratamento deverá ser definida pelo médico para o tratamento e prevenção da asma, hiper-reatividade brônquica e rinite alérgica.
Outra opção de tratamento é a imunoterapia (“vacinas”) que utiliza injeções com dosagens progressivas de substâncias que provocam a alergia, com o intuito de “acostumar” o corpo a receber tais alergenos, diminuindo a sensibilidade do organismo a estes.
Além das medicações, o médico poderá alertar o paciente sobre como evitar o contato com os alergenos. Evitar, principalmente, contato com cheiros fortes, poeiras, fumaças e não ficar em locais que estejam sendo higienizados. Os colchões e travesseiros devem ser encapados ou materiais anti-alérgicos devem ser utilizados. Lugares com mofo devem ser evitados e filtros de ar-condicionado devem ser limpos semanalmente.
Embora não exista cura para as alergias, uma destas estratégias ou a combinação delas poderá dar graus variados de alívio dos sintomas alérgicos.


O que foi receitado pelo médico:

- Anti-Alérgico por 20 dias
- Remedinho para pingar nas narinas por 5 meses
- Creme hidratante hipoalergênico após o banho (Epidrat Ultra)
- Sabonete especial para o banho (Cetrilan)
- Filtro solar hipoalergênico (ela não poderá sair de casa sem o protetor, por conter a pele bem sensível ao sol). (Epsol 30 Infantil)

Ai, ai, ai...Nossos bebezinhos já sofrem desde cedo com essa loucura que é o nosso tempo!

Até a próxima

30 de jul. de 2011

E esse tal de refluxo?


Quando levamos a Clara em sua primeira consulta, o pediatra após realizar os exames de rotina (ver altura, peso, etc), nos perguntou como estava a alimentação da Clara: " Quando ela mama, o leite dela volta muito?". Respondi que voltava sim. Na minha cabeça, é claro, achava que nada mais era do que o regurgito, muito comum entre os bebês, mas o pediatra me alertou sobre a possibilidade dela ter refluxo e pediu para eu observar com cuidado a frequencia, duração e intensidade dessa volta do leite. Todo esse questionamento se deu porque ela nasceu com 3,000Kg e após 1 semana quando a levamos ao pediatra, ela estava com 2,600Kg e o pediatra desconfiou. E assim eu fiz: observei por dias até a data do retorno ao pediatra e descobrimos que ela possui sim o refluxo. Mas afinal de contas, o que é o refluxo?

Refluxo é o termo usado quando o alimento que está no estômago volta até o esôfago, às vezes até a boca. O nome completo do problema é refluxo gastroesofágico. Para entender o refluxo, é preciso entender o diafragma, o músculo que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal do corpo, e que é importante para a respiração. Há um orifício nesse músculo, por onde passa o esôfago, que então se liga ao estômago.
O esôfago fica dividido em duas porções: uma mais longa, no tórax, e outra bem mais curta, embaixo, na cavidade abdominal. É nesta última que se estabelece o mecanismo que funciona como uma válvula. Esse mecanismo é composto por vários elementos, e o mais importante deles é o esfíncter inferior do esôfago, composto por feixes de musculatura lisa, que permite o fechamento do esôfago, impedindo o refluxo (volta) do conteúdo do estômago.

Também atuam nesse "isolamento", entre outros, a roseta mucosa, feita de fibras elásticas que fecham a comunicação entre estômago e esôfago, e o ligamento frenoesofágico, que fixa o conjunto todo ao diafragma. Às vezes, porém, esse complexo mecanismo de válvula não funciona como deveria. É o que acontece durante a gravidez. Um dos motivos de as mulheres terem azia quando grávidas é que o bebê pressiona essa válvula, que permite a subida do ácido do estômago até o esôfago.

O problema também acontece em bebês, mas no caso deles o motivo é que boa parte dos mecanismos descritos acima ainda não funciona completamente, principalmente o esfíncter inferior, que não está completamente maduro. Ao longo do primeiro ano do bebê, o esfíncter vai ficando cada vez mais forte, e diminui a propensão da criança ao refluxo.

Cerca de 50 por cento de todos os bebês apresenta algum tipo de refluxo, mas apenas em uma pequena porcentagem ele se torna um problema sério. Aos 10 meses, somente cerca de 5 por cento dos bebês ainda sofre com o refluxo.

Quais são os sintomas?


O bebê pode regurgitar um pouco de leite depois de mamar ou ter soluço. Pode ser que às vezes ele tussa depois de regurgitar, como se o leite tivesse entrado pelo "buraco errado". Isso tudo é normal e esperado, por isso, se seu filho não tiver nenhum outro sintoma, não há com o que se preocupar.

Só mantenha uma fraldinha ou paninho de boca sempre à mão para emergências, e não se esqueça de colocar uma blusa extra para você na sacola do bebê, para o caso de um "acidente".

Tanto bebês que mamam no peito quanto bebês que tomam fórmula em pó podem regurgitar ou ter refluxo.

Preciso falar com o médico?

Você deve conversar com o pediatra sobre as regurgitações:

• se seu bebê parecer não estar ganhando peso

• se o bebê chorar muito sempre depois de mamar

• se ele estiver vomitando com muita frequência

• se ele começar a ter muita tosse

• se ele ficar irritado, curvando-se para trás, depois de mamar

Vale a pena tentar algumas medidas simples para ver se o problema melhora, como manter o bebê em posição ereta por 20 minutos depois de cada mamada  e elevar um pouco a cabeceira do berço.

Outra estratégia é aumentar a frequência das mamadas para diminuir a quantidade de leite em cada uma delas -- às vezes os bebês mamam demais de uma vez só, o que acaba provocando vômitos.

Existe algum outro tratamento?

Nos casos mais graves, o pediatra pode receitar antiácidos, medicamentos anti-refluxo, produtos para engrossar um pouco o leite ou fórmulas anti-refluxo já prontas. Só use esse tipo de tratamento sob a orientação do médico. Talvez o pediatra prefira encaminhar o bebê para um gastroenterologista, que possa prescrever outros tipos de medicamentos.

Crianças só são tratadas quando o refluxo realmente atrapalha a vida delas. Existem bebês que simplesmente regurgitam mais que os outros, mas não têm nenhum outro desconforto e se desenvolvem normalmente. Nesse caso, o tratamento não é necessário.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico pode ser apenas clínico, ou seja, baseado no exame físico do bebê e na descrição dos sintomas. Existem outros exames para investigar o refluxo, como um raio-X do sistema digestivo (o bebê precisa tomar um contraste).

O refluxo é grave?

A maioria dos bebês se cura naturalmente do refluxo com até 1 ano, à medida que o músculo do esfíncter vai se fortalecendo. Mas isso não quer dizer que o problema não seja sério.

É importante acompanhar atentamente o ganho de peso de bebês com refluxo. Alguns bebês não engordam o suficiente porque não conseguem manter muito leite no estômago, e outros acabam perdendo o apetite por causa do desconforto causado pelo ácido.

Existe também o risco de desenvolver esofagite, uma inflamação da mucosa do esôfago, que pode ser persistente e provocar problemas mais sérios no futuro.

Se a regurgitação ou o vômito entrarem no sistema respiratório, o bebê pode adquirir problemas como pneumonia, tosse persistente à noite, sinusite (em crianças maiores) ou otite, por isso é bom ficar de olho em sinais dessas doenças. O ácido estomacal também pode prejudicar o esmalte dos dentes da criança.

Em casos raros, o conteúdo gástrico não chega a sair na forma de regurgitação, mas fica entrando nas vias respiratórias, causando problemas. Por esse motivo, no caso de infecções respiratórias recorrentes ou tosse, a possibilidade de refluxo deve ser levada em conta.

Mais que tudo, o refluxo pode dificultar muito a vida da família toda, pois os pais não conseguem aliviar o desconforto da criança, além de terem de lidar com o estresse de alimentá-la e mantê-la limpa. O consolo é lembrar que o refluxo vai embora sozinho, e um dia a choradeira, o cheiro de azedo e as constantes fraldinhas sujas serão só uma lembrança distante no seu passado.


Quais foram as medidas adotadas pelo pediatra com a Clara?

- Remédio anti-refluxo desde o 1° mês;
- Travesseiro anti-refluxo:
- Após cada mamada, fico com ela em posição vertical por pelo menos 30 minutos;
- Durante praticamente os três primeiros meses, a Clara dormia no bebê conforto;
Nn berçário, adotamos as mesmas medidas e instruímos as tias para todos os cuidados necessários.
Hoje os sintomas estão bem mais amenos, mas o leite dela ainda volta em alguns episódios durante o dia. Desde que ela começou a comer papinhas, a quantidade de leite regurgitado diminuiu bastante, mas ela possui uma tosse constante que de acordo com o pediatra, tem relação com o refluxo. Marcamos uma consulta com o gastro pediatrico para acompanhar mais de perto os sintomas.
Veja a reportagem exibida sobre o refluxo:

                                            
Seu bebê também possui os sintomas acima? O que você mamãe faz para aliviar os sintomas? Conte um pouco sobre sua experiência...

Até a próxima!