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29 de set. de 2011

O fim de um ciclo...

Um dos momentos mais gratificantes da maternidade para mim, é a amamentação. Poder amamentar é algo realmente indiscritível e mágico. Quando engravidei da Clara, dentre todas as preocupações possíveis e inimagináveis, tinha medo de não poder amamentar. Uma bobeira, pois eu havia amamentado o Cauê, mas acasos poderiam acontecer, não é mesmo?

Eis que a Clara nasceu e além do amor incondicional à minha princesinha, eu tinha muito leite. E ela mamou muito, a ponto do pediatra desconfiar se ela estava sendo amamentada apenas com o leite materno mesmo, pois ela engordava além das expectativas mensais. Sorte minha e sorte dela também. Sinal de que meu leite estava alimentando e nutrindo minha bebê além das expectativas.

Fiz tudo direitinho: me alimentei bem, bebi muita água, dormia (quando a Clara deixava, é claro), tudo para garantir o leitinho dela. E deu certo. Até que o fantasma do fim da licença bateu a minha porta e tive que voltar a trabalhar. Tão difícil ter que introduzir o leite em pó, a mamadeira, ainda mais sabendo que você tem leite pra dar, vender e emprestar. E ela, sei lá se por instinto, não queria se adaptar ao leite em pó, muito menos à mamadeira e eu literalmente estava resistente ao desmame.

Alguma coisa eu tinha que fazer. Aluguei uma bomba elétrica e tirava o leite todos os dias e mandava para a escolinha. Que sensação! Aquilo me confortava e sabia que minha bebê estava sendo bem nutrida com o meu leite. Consegui fazer a retirada do leite por três meses, até que o meu leite gradativamente foi dimunuindo. A Clara agora mamava pela manhã, noite, madrugada, finais de semana e feriados. Ainda assim, tava feliz.

Mas aí, ela teve alergia ao leite de vaca e tivemos que introduzir o leite de soja. E não é que ela se adaptou? Mas mesmo assim, ainda mamava no peito, mas eu sentia que logo, logo, ela ia parar naturalmente, pois ela estava 100% adaptada ao leite e a mamadeira. Mas no fundo, eu queria que ela continuasse a mamar o "leitinho da mamãe".

Acho que inconscientemente, eu estava me sentindo "abandonada". Mas ao mesmo tempo, me sentia aliviada, pois não queria me imaginar tendo que "forçar" o desmame, pois chega determinado momento, que a amamentação passa de um momento de prazer, para um momento de transtorno, pois o bebê cresce e não são todos os lugares que dá pra gente amamentar com calma, etc.

Eis que o dia chegou. Sinal que minha menininha tá crescendo. Isso me conforta. Ela não procura mais o peito e vi que agora é definitivo. Ela ama a mamadeira e o leite de soja sabor banana. Ela olha para os meus seios e acha engraçado. Definitivamente, o desmame aconteceu. E que alívio que foi natural. Sem traumas, sem recaídas e assim é a vida. Agora uma nova fase se inicia e para mim foi uma vitória. A Clara mamou até o 8° mês e o Cauê até o 4° mês. Um grande feito pra mim, que tive que voltar a trabalhar.

E para encerrar com chave de ouro essa fase da minha pequenininha, a fotinho no momento em que eu a amamentava na semana passada pela última vez.





Até a próxima!

10 de set. de 2011

Amamentação x Volta ao trabalho



Quando estava para voltar a trabalhar, fui a consulta com o pediatra, para dar início aos alimentos de transição, pois até então, ela era amamentada exclusivamente com o leite materno e papinhas de frutas e suco de laranja lima.

O pediatra me instruiu para introduzir o leite em pó, 4 dias antes do meu retorno ao trabalho bem como a papinha salgada apenas no almoço. A partir do 5º mês, eu poderia intriduzir o jantar também. Além disso, o pediatra pediu para que eu continuasse com o aleitamento materno, pois seria de grande valia para as defesas do organismo, já que a Clarinha estaria exposta a vários virus por frequentar o berçário.

Foi muito difícil essa transição, sobretudo com o leite em pó, pois a Clara não aceitava a mamadeira de jeito nenhum. Era um tal de bico para um lado, bico pro outro e nada de chupar. Aquilo me deixava em pânico, porque como conseguiria voltar a trabalhar e ela não pegar a mamadeira certinho? As tias do berçário, foram tentando de todas as formas, desde mamadeira, chuquinha, colherinha e copinho. Ela gostava da colherzinha, mas logo enjoava, da mesma forma com o copinho. A única coisa que a satisfazia de verdade era o leite materno, direto da fonte. Mas como conseguiria manter o leite materno com a volta ao trabalho?

Já mencionei no post anterior, da minha volta ao trabalho, que na gravidez do Cauê, não consegui tirar uma gota de leite sequer para amamentá-lo via mamadeira e tinha o mesmo medo com a Clara, pois tinha tanto leite que o fato de imaginar que ela não seria mais amamentada, me doía o coração.

No final de semana antes de eu voltar a trabalhar, fomos a uma loja em Guarulhos e vi uma bomba elétrica para extração de leite e compramos. Senti dificuldade em tirar o leite com a bomba, pois ela fazia um único movimento e talvez por eu também estar nervosa e ansiosa, aí que não saia nada mesmo. Ordenhei o leite com a  mão mesmo, claro dentro de todas as recomendações do pediatra para a retirada e conservação do leite materno e mandei pra escola.

Aí veio o desafio: No local onde trabalho, o escritório não é grande e não há um local reservado e grande para que eu tivesse tranquilidade para ordenhar o leite. Consegui tirar o leite na copa do escritório e fechava a porta e ficava ali, tentando me concentrar e tirar o leitinho da bebezinha. Eis que cometi uma "burrice". Estava eu toda concentrada, tirando o leite e até pensei: Nossa, e não é que a bomba funciona mesmo? E eis que eu sinto um cheiro de queimado e ainda penso: Nossa, o motorzinho tá trabalhando hein?! E não é que depois de 20 minutos, a inteligentona aqui foi perceber que havia colocado a tomada no 220V. Resultado: Queimei a bomba!!!, e lá se foram R$ 170,00 pilas pro @#&*@!@#.

Aí me veio um site que eu havia "fuçado" no final de semana, sobre aluguel de bomba tira leite. Mais do que depressa, peguei o número e liguei. A atendente me explicou como funcionava e acabei locando a bomba. E não é que o resultado foi satisfatório? Consegui tirar leite por 3 meses. Um grande feito, pois para mim, eu tinha certeza que meu leite secaria rapidíssimo, já que a Clara estaria mamando via mamadeira.



O 1° aluguel foi de 15 dias, para que eu pudesse me adaptar a bomba e depois renovei automaticamente para 30 dias e assim sucessivamente. Entregam e retiram. Muito bom o serviço deles e existem várias opções de bomba, que se adaptam as necessidades de cada mãezinha. Eu optei pelo modelo swing. Ele faz o trabalho de sucção como se fosse o bebê. É incrível!



Para quem tiver interesse em conhecer a bomba e suas vantagens, segue o site:

www.cantinhodamamae.com.br

E acreditem: A Clara ainda mama um pouquinho cada dia, mas é fato que a quantidade de leite produzido, caiu e muito!


Breve Explicativo de Como tirar o Leite, Armazenar e Oferecer ao Bebê


Tirando o Leite


Coloque uma touca no cabelo e um tecido limpo na boca.

Lave as mãos até o cotovelo com água e sabão.

Lave as mamas apenas com água limpa.

Seque as mãos e as mamas com papel toalha, evitando deixar resíduo de papel, ou com um pano limpo.

Sente de forma relaxada, confortável, respire com calma e pense no bebê.

Vale também colocar uma foto do bebê no colo ou mesmo cheirar uma roupinha que não tenha sido lavada ainda.

A seguir, inicie uma massagem das mamas: Faça movimentos circulares com a ponta dos dedos em toda a aréola (parte escura das mamas).

Continue, massageie toda a mama, mantendo os movimentos circulares.

Coloque a mão abaixo da mama e chacoalhe-a .

Despreze os primeiros jatos.

Retire o leite do peito com as mãos ou utilize o tira leite.


Como armazenar?


Sempre utilize os kits de extração do leite e o frascos que já estejam esterilizados.

Logo após a retirada o leite coletado, coloque-o no frezer ou congelador bem tampado e devidamente identificado com data e hora da extração.

Caso no local de trabalho não possua frezer ou congelador, coloque o leite materno imediatamente na geladeira.

Nunca ultrapasse a graduação do frasco, já que no congelamento o leite expande podendo quebrar o frasco.

Caso o leite materno não tenha alcançado o limite do frasco, a mãe poderá armazenar outras retiradas de leite no mesmo frasco desde que leite anterior já esteje congelado e a mãe considere 15 dias a partir do primeiro leite do frasco.


Como transportar o leite?


Pegue a frasqueira térmica, retire o frasco de leite do freezer juntamente com o gelox e coloque –os dentro da frasqueira.

Ao chegar em casa coloque o frasco imediatamente no freezer ou na geladeira.

Caso o esteja congelado e o mesmo sofre o degelo (descongelamento), mais do que 50% do seu volume, coloque-o na geladeira, contando 12 horas para sua utilização.

Tempo de Armazenagem do Leite Materno

Frezer ou congelador – 15 dias

Geladeira – 12 horas.


Como oferecer ao bebê?


Se estiver no frezeer
Aqueça uma panela com água e desligue o fogo . Coloque o frasco dentro da água até que ocorra o degelo total do mesmo, agitando o frasco lentamente para a misturar os seus componentes. Tempo aproximado – 10 minutos.

Caso não ocorra o degelo total, retire o frasco da panela e aqueça a água novamente, realizando o mesmo procedimento.

Se estiver na geladeira

Aqueça uma panela com água e desligue o fogo. Coloque o frasco dentro da água agitando o frasco lentamente para a misturar os seus componentes.

Tempo aproximado 02 minutos.

*O leite que sobrar deve após o aquecimento ser desprezado. O restante do leite descongelado e não aquecido poderá ser guardado na geladeira e utilizado no prazo de até 12 horas.

Sempre observe a temperatura do leite materno antes de oferecer para o bebê.

Nunca aqueça o leite em microondas pois este tipo de aquecimento pode destruir seus fatores de proteção.

A temperatura do leite materno é de morno para frio.

Fonte: Cantinho da Mamãe

Beijos

Até a próxima!