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3 de nov. de 2011

Pensamentos de Mãe + 10 meses da Clara

Olá Bom dia!!!

Eu havia postado esse texto no meu perfil do Orkut durante a gravidez da Clara. Hoje tava fuçando por lá e li esse texto de novo e resolvi compartilhar com vocês aqui no blog:





Quando um bebê decide vir ao mundo, nasce com ele uma mamãe.

Uma mãe, é mãe desde o primeiro instante. Mesmo quando a vida ainda é um minúsculo ser implantado no ventre, a gente já é mãe do coração. Todo nosso pensamento, todo nosso cuidado se volta para esse serzinho que, tão minúsculo, já provoca emoções tão grandes.

A simples descoberta já nos traz um turbilhão de emoções inexplicáveis. A vida nunca mais vai ser a mesma. E nos perguntamos: "será que vou ser uma boa mãe?" "Será que vou saber cuidar do meu bebê?"

Mas uma mãe não nasce mãe e não aprende a ser em escolas. Uma mãe é e isso basta. Mãe sente, mãe adivinha, mãe aprende sofrendo, mãe sofre aprendendo.

Benditas são as mulheres! Se elas suportam uma das maiores dores, sentem sem dúvida a maior das felicidades. Uma mulher grávida é sempre algo sublime, ela tem algo de anjo e santo, uma aura invisível que reflete e ilumina seu rosto. Ela carrega nela a vida, um pedacinho dela mesma que vai um dia ter vida própria e isso é maravilhoso e assustador ao mesmo tempo.

Deve ser por isso que nos tornamos tão emotivas e choramos tão facilmente. Deve ser essa a razão de querermos estar satisfeitas em todos os nossos desejos.

Que a gravidez não é uma doença é verdade. Mas que não digam que é normal e que a pessoa pode viver normalmente, pois isso não é verdade. Todo o equilíbrio físico, psicológico e emocional fica balançado. Há ainda hoje civilizações onde as mulheres grávidas são tratadas como seres especiais e divinos.

Mãe que está descobrindo as alegrias da maternidade agora, deixa eu te dizer uma coisa: se você tem medo de não saber o suficiente para ensinar ao seu bebê os caminhos da vida, saiba que é com ele que você vai aprender a trilhar muitos desses caminhos. Viva a sua gravidez em todos os seus instantes e não se preocupe se está fazendo ou se fará as coisas certas ou erradas. Seu coração vai te ditar, confie nele! Aproveite ao máximo cada segundo, pois cada momento é único e esse privilégio não é dado a todos.

Por isso agradeço a Deus por mais essa dádiva em ser mãe pela 2ª vez!!!

Realmente tenho a dizer, que ser mãe pra mim é algo inexplicável. Vejo uma grávida na rua e já tenho vontade de engravidar novamente. Sempre falo para minhas amigas: "Eu adoro ficar grávida". Dá trabalho ser mãe, a gente muda tanto, abre mão de tantas coisas por esses pequenos, mas é um trabalho gratificante, sem preço!


E em complemento a esse texto tão lindo, comemoro os 10 meses da minha princesinha. Olho pra ela e vejo como o tempo passou rápido. Daqui há exatos 2 meses, ela fará 1 ano. Todo mês coloco isso, mas parece que foi ontem que ela nasceu. Eu entrei em pânico quando estava no final da gravidez, pois a Clara estava prestes a nascer e mesmo já tendo sido mãe, um turbilhão de inseguranças estavam ali comigo. Tinha medo de não dar conta, de fazer tudo errado.

E...

Há 10 meses ,ela encanta nossas vidas com o seu jeito sapeca de ser..
Há 10 meses, meu coração se enche de alegria e amor cada vez que ela faz uma gracinha...
Há 10 meses, tive mais certeza ainda que nasci para ser mãe...
Há 10 meses, agradeço a Deus por essa dádiva e peço saúde para compartilhar muitos outros..
Há 10 meses, nosso segundo tesouro se chama CLARA

Parabéns filha! Amamos você!

Mamãe, Papai e Cauê



26 de set. de 2011

Tem culpa eu???

Olá!

Como foi o final de semana de vocês? O meu foi aquele "pega pra capar". Maridão não veio pra casa esse final de semana, então o bicho pega literalmente...rs.

Desde que me tornei mãe, sempre acho que poderia ser uma mãe melhor para os meus filhos. Me sinto culpada por ter que deixar o Cauê com a minha mãe no domingo a noite e só vê-lo no final da semana (isso é porque ele estuda a tarde e não encontrei perua da minha casa pra escola, então ele tem que ficar com a minha mãe, pois a escola é perto da casa dela), culpada por não poder acompanhar de perto o dia-a dia escolar dele, culpada por ele querer entrar na escolinha de futebol, no inglês, na natação e por não poder contar com a minha mãe para essas tarefas extras curriculares (já falei sobre isso em um post anterior, pois minha avó tem Alzheimer e minha mãe tem que dedicar seu tempo a ela integralmente). Se você não leu ainda, pode ler na íntegra aqui, culpada por não ter tempo de cuidar mais dele, dar mais atenção, corujar mesmo.

E se não bastasse, também me sinto assim com a Clara. Me sinto culpada por não ficar com ela em tempo integral, por não ter outra opção e ter de deixar ela na escola, mesmo quando ela não está muito bem, atrasar as vacinas dela, pois o posto de saúde só atende depois das 9:00/9:30h e não posso chegar tarde ao trabalho sempre, me sinto culpada por às vezes ver nos olhinhos dela, que ela queria ficar comigo e mesmo assim, eu tenho que fingir que não estou vendo, pois preciso trabalhar.

Mãe que trabalha fora é assim: a gente se culpa o tempo inteiro e fica tentando de uma certa forma, recompensar essa ausência necessária. Queria poder abrir mão do trabalho para ficar com eles, para cuidar da minha casa como deveria, para fazer as coisas que eu gosto, para cuidar de mim. Mas por outro lado, me bate aquela perguntinha, se eu realmente conseguiria fazer tudo isso, estando em casa em tempo integral. Duvida cruel. Tem horas que minha vontade é jogar tudo por alto e apostar na profissão Mãe em Tempo Integral, mas por outro lado, com certeza, sentiria falta da minha rotina louca, mas ao mesmo tempo prazerosa que é o meu trabalho.

E o que a mamãe aqui faz pra compensar essa ausência? Permito. Permito um monte de coisas e sei que depois, quem vai sofrer são os meus filhotes e eu também. O Cauê está naquela fase "pré aborrecente", aquela que aborrece mesmo. Um mix de tudo que incomoda qualquer mãe: teimosia, preguiça, desorganização, não quer estudar, arruma desculpa pra tudo. Já a Clarinha, no auge dos seus 8 meses (quase 9), agora deu pra ficar dando chilique. Vocês devem estar se perguntando: Até parece que uma menina de 8 meses dá chilique... mas dá! E como dá! Minha mãe foi testemunha. A "mini garotinha" chora, grita tão alto que chega a doer os ouvidos da gente, fica vermelha, joga o corpo para trás e tudo porque ela é contrariada, é mole? E eu vejo a cena e fico imaginando onde ela aprendeu isso. Será que foi no berçário vendo outros bebês? Porque comigo que não foi. E o que fazer em uma situação dessas???

Repreendi. Falei com um tom de autoridade e ela parou na hora e ficou me olhando seriamente. Será que ela entendeu o meu recado? Possivelmente sim. Os bebês são inteligentes, perspicazes demais . E o Cauê, está proibido de fazer as coisas que gosta (jogar futebol, video game e computador), até segunda ordem. Ele vai ter que se esforçar muito, para ter de volta o que perdeu.

Eu vou mudar. Vou parar de me culpar por ter que trabalhar, por ficar pouco tempo com os meus filhos e vou aproveitar pra tentar ser a melhor mãe que posso ser, nos momentos  que estivermos juntos. Simples assim. Assim quem sabe, conseguirei conciliar tudo o que eu quero, fazendo todo mundo feliz, inclusive a mim!


Boa semana e até a próxima!

 

28 de jul. de 2011

Como um bebê muda a nossa vida...

Depois que a Clara nasceu, muita coisa mudou em nossas vidas. As prioridades mudaram. Se antes, pensávamos em trabalho, trabalho, trabalho, agora pensamos nesse novo ser como único e desejado naquele momento.

A adaptação para o novo bebê foi um pouco conturbada. Como nossa casa estava em reforma, fui pra casa da minha mãe e sabe que foi tudo de bom.com. A gente pensa que sabe tudo sobre bebês, sobretudo porque você já é mãe de um e se dá conta que não sabe de nada! Tudo é novo, único e cada bebê tem suas características pessoais e foi aí que aprendi mais essa: não dá pra generalizar, o tratamento é particular!

A Clara é um bebê que desde que veio ao mundo, é “carentona”, ou seja, gosta de colo, chora por aconchego e nós bobos que somos (e digo isso para todo mundo: mamãe, papai, titio,titia irmão, vovó), a mimamos muito e esqueci que isso poderia refletir no futuro, afinal de contas, eu voltaria a trabalhar em 4 meses, mas quem disse que trabalho estava na minha lista de prioridades? Que nada, naquele momento o que me interessava era cuidar daquele bebezinho tão frágil!

Os dias foram passando e eis que encarei mais um novo desafio: Desempenhar o papel de mãe aos meus dois filhos com a mesma intensidade. Falo isso porque falar em ter o segundo, terceiro filho é lindo e maravilhoso, administrar isso que é o grande desafio. Desafio nesse momento pra mim não é ter o segundo filho, mas administrar a atenção para todo mundo e principalmente para o primeiro filho. No meu caso um pré adolescente que mesmo já sendo bem grandinho, sentiu sim a “mudança” em seu reinado. Agora ele não é o único, as atenções são dividas e isso de certa forma, mesmo ele não assumindo, afetou não só a ele, mas a mim também, porque eu tinha que descobrir rapidamente como satisfazer a todos igualmente.

Tive que montar uma estratégia rápida para não perder o foco e o meu propósito e fiz assim: Enquanto a Clara dormia seu soninho de recém nascida, eu tentava dar o máximo de atenção ao Cauê, mesmo se eu estivesse caída de tanto cansaço. Não podia deixar a peteca cair. Descobri que dava pra conciliar as duas coisas, mas o esforço maior seria meu. Eu teria que mostrar para os dois que eu estava ali para eles, fácil não? Aí me veio outra pessoa que também tinha sua exclusividade: o Papai. Pensei: Vixe, agora danou-se. Como está a cabeça dele nesse momento? Será que ele será compreensivo o bastante para entender o momento que estamos passando? Será que isso tudo vai passar e vamos voltar a normalidade? Eu esperei e desejei que isso mudasse sim e acho que as coisas agora estão começando a encaixar.

A Clara agora está com 6 meses e o Cauê entendeu que o amor que eu tenho por eles é único, mas que ela por ser menor, precisa de mais atenção, porque ela não consegue ainda fazer as coisas sozinhas e temos que fazer tudo por ela, até ela crescer mais um pouco e começar a aprender as coisinhas. Coloquei o Cauê para me ajudar com algumas tarefas da Clara e hoje ele até troca a fralda dela e ela adora ter o carinho do irmão. Acho isso muito lindo! E curto cada dia mais o prazer de ser mãe dessas duas criaturinhas tão especiais em minha vida.

Termino o post com fotos do meu tesouro mais precioso: Meus filhos!