25 de out de 2011

Num piscar de olhos...

Esse final de semana, fiquei hospedada na casa da minha mãe. Ela está dodói. Fiquei preocupada e me acampei lá. Eu adoro ficar lá, afinal de contas, vivi nada mais, nada menos que 25 anos.

Do nada, um filme passou pela minha memória, pois vivi muitas coisas bacanas e intensas ali.

Lembrei de quando fiquei grávida do Cauê. Eu tinha 23 anos, trabalhava em dois empregos, tinha muitos planos. Em um dos empregos, conheci uma pessoa e começamos a nos relacionar. Depois de quase 2 anos, engravidei. Literalmente uma bomba para todos: minha família, a pessoa com quem eu me relacionava, para mim. Me vi tendo que mudar todos os meus planos, pois um filho, significa você abrir mão de muitas coisas.

A gravidez do Cauê, foi algo que marcou muito a minha vida e também foi quando eu adquiri muito mais responsabilidade. Descobri que tinha hipertensão arterial, tive problemas no relacionamento com o pai dele, enfim... o caos. 38 semanas depois, o Cauê nasceu lindo e saudável com 51 cm e 3,850Kg. Ter aquele bebê em casa, mudou para melhor todo mundo. Ele nasceu de uma certa forma, para unir ainda mais nossa família. Um bebê sapeca e doce ao mesmo tempo. Um bebê que trocou o dia pela noite e fazia todo mundo virar zumbi. Um bebê que veio com algumas coisinhas diferentes dos demais, para aprendermos a tolerância, a paciência, o amor. Um bebê que passou por 4 cirurgias em 6 anos, começando por uma cirurgia cardíaca, depois para corrigir um estrabismo congênito, depois para retirar 2 hérnias ingnais e por último no ouvido, nariz e garganta. Mesmo com tudo isso, ter o Cauê foi o melhor presente que eu poderia ter ganho, pois é um menino adorável, que me fez tornar algo que eu no fundo sabia que tinha sido escolhida: Ser Mãe.

São momentos que nunca vão sair da minha memória de mãe, porque o filho da gente pode ter a idade que tiver, mas continua sendo aquele bebezinho que a gente pegou no colo pela primeira vez e prometeu cuidar, amar, guiar. Eu sempre olhei o Cauê com os olhos de uma mãe para o seu bebê, para sua criança, mas sábado essa visão mudou e isso me assustou. Ele não é mais aquele bebê que nasceu em Julho de 1999. Ele agora está com a voz grossa, maior que eu, usa tênis 39/40, o corpo está passando por transformações. Meu Deus! O tempo voou e eu nem me dei conta.

Senti uma saudade imensa daquele período, que mesmo não tendo curtido tanto quanto gostaria, pois tinha que trabalhar, me fez me tornar a pessoa que sou hoje.

Ele agora quer mais responsabilidades, logo, logo vai querer sair com os amiguinhos sem mim. Meu Deus! Será que vou aguentar? Sei que a gente tem que criar o filho da gente pro mundo e sei que eu quando tive a idade dele, briguei muito para ter o meu espaço, minha liberdade (dentro dos limites da minha idade, é claro), mas quando a gente tem a nossa cria, soltar é difícil e agora entendo minha mãe...rsrs.

Mas a vida é assim, tudo tem que seguir e como diz o grande poeta Cazuza: O TEMPO NÃO PÁRA!

Bem vindo meu filho a essa nova fase, a pré adolescência. Uma fase cheia de descobertas e espero estar a altura para te explicar tudinho e o que eu não souber, vou aos universitários e volto com a resposta! Obrigada por fazer parte da minha vida! A mamãe te ama!! :)



2 comentários:

anderson disse...

a vida é assim,vc falou de sua mae, lembrei da minha agora, ela falava um dia vc vai ser pai e vai ver pq eu me preocupo com vc,hj a preocupação é a mesma.Mas a vida é essa samos criados e criamos p o mundo,so assim eles vão saber se virar tbm.
parabéns ficou muito legal seu blog..bjss :)

Débora Nunes disse...

Pathy quanta coisa né?
Vdd o tempo não para e passa rapido demais... rs

Bjus e parabens pra seu Cauê por mais essa nova fase...
Débora